28 de junho - Dia Internacional do Orgulho LGBTQIAP+

Nos anos 60, nos Estados Unidos, o público LGBTQIAP+ eram constantemente perseguidos pela polícia e chegavam a sofrer prisões sem nenhum motivo, porém na noite do dia 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, um grupo que estava no bar decidiu que  as coisas iriam mudar, resistiram à perseguição, conseguiram encurralar a polícia, a ação acabou envolvendo a tropa de choque e dai por diante podemos imaginar a cena de guerra que tomou conta do local.

Registros de 1969 durante a resistência a perseguição da policia em Nova Iorque

Deste episódio surgiu então a organização da 1ª parada do orgulho LGBTQIAP+ (lésbicas, gays, bissexuais, transgênero, queer, intersexo, assexual, pansexual) que foi realizada no dia 1º de julho do ano seguinte, em Nova Iorque, marcando o dia 28 de junho 1969 como simbolo de luta, existência e resistência e segue sendo celebrada até hoje na maioria dos países.

Claro que desde a década de 60 até os anos atuais muitas coisas mudaram, mas infelizmente encontramos muitos países onde a homofobia ainda predomina, inclusive nas leis. De acordo com o relatório “Making love a crime”, a Anistia Internacional mostrou que em 38 países da África, a homossexualidade é criminalizada por lei, e ao longo da última década houveram diversas tentativas de tornar estas leis ainda mais severas.(fonte: anistia.org.br).


Atualmente 72 países criminalizam as relações homoafetivas e em oito destes países ser gay ou lésbica pode te custar a vida, de acordo com agência Efe.

Como estamos em ano de Copa do Mundo, precisamos citar a Rússia, onde a homossexualidade deixou de ser crime em 1993, porém, até pouco tempo, 1999, ainda era considerada doença mental. Além de atualmente estarem em vigor leis que tornam ilegal o ativismo LGBTQI+.  

Já aqui pelo Brasil, recentemente conseguimos marcar um ponto, e a Organização Mundial da Saúde (OMS) retirou identidades trans da lista de transtornos mentais, tratando sobre o tema agora como “incongruência de gênero”, condição relativa à saúde sexual, de acordo com a ong TODXS.



Mas, claro que nada são flores por aqui e somos o país que mais mata travestis e transexuais, de acordo com ranking elaborado pela organização civil europeia, Transgender Europe. E dados do Grupo Gay da Bahia (GGB) apontam 445 homicídios por crime de ódio em 2017, demonstrando um aumento de 30% comparado ao ano de 2016, ou seja, estamos nos tornando um país cada dia mais cruel. Além é claro de continuarmos sem leis que criminalizem a homofobia, contribuindo a impunidade dos diversos assassinatos que ocorrem diariamente.

Para finalizar deixo um alerta para atual situação em que nos encontramos, que busquemos por uma maior conscientização e que sempre seja lembrado que você não precisa ser LGBTQIAP+ para ser contra a homofobia. Que a consciência seja todos os dias e não somente em datas como o 28 de junho.

HOMOFOBIA É CRIME
VIVA O AMOR E A LIBERDADE DE AMAR


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